REPRESENTATIVIDADE PLUS SIZE NAS SEMANAS INTERNACIONAIS DE MODA

As modelos que promoveram a diversidade de corpos nas passarelas

Com a questão da representatividade ou design universal sendo cada vez mais debatido, está cada vez mais comum (e já deveria ser há tempos) encontrar modelos plus size desfilando para grandes marcas, e nesta última temporada tivemos corpos diversos de modelos além de  plus size, trans e negras como protagonistas dos desfiles shows das grandes grifes internacionais. Mais diversidade na moda e na mídia em geral são um caminho sem volta, mas ainda estamos só no começo.

Em meio a inúmeros corpos esquálidos e quase sempre brancos, podemos ver com maior frequência, mesmo que ainda em número pequeno, mulheres reais, que se aproximam de mim e de você. Um grande número de modelos plus size  carregam essa bandeira junto de todas nós e que não querem mais ver só um tipo de corpo na moda.

Vamos citar algumas das tops que propagam o movimento corpo livre e arrasaram nas Fashion Weeks este ano, como a bela Precious Lee que faz parte da lista de nomes quentes dos castings com o um dos maiores cachês dos eventos , o que já é um grande feito, afinal, por muito tempo essas seleções foram dominadas por modelos magérrimas e Precious percebeu que trabalhando como modelo poderia empoderar outras mulheres que não se sentiam representadas nesse segmento. Durante a Paris Fashion Week, Precious Lee foi quase onipresente e teve destaque nos desfiles da Balmain, Versace, Lanvin e  Fendace.

Precious Lee na semana de moda de Paris (Foto: Getty Images)

Paloma Elsesser que é Londrina,  desde que foi descoberta , o céu se tornou o seu limite. Paloma já estrelou campanhas de várias marcas e grifes famosas. Assim como Precious, ela ganhou notoriedade em 2016 quando o movimento body positive começou a expandir no mundo da moda. Desde então, protagonizou páginas em revistas como a Vogue norte-americana, a espanhola e a Teen Vogue. Nessa temporada de Paris, ela foi vista nas passarelas de grifes importantes, como Coperni, Marni, Lanvin e Chloé.

Alva Claire é britânica e quase desistiu da profissão por conta das constantes rejeições que sofreu enquanto tentava entrar nesse mercado. “É duro ouvir não, especialmente quando você trabalha com o seu corpo e sente que ninguém vai te dar uma oportunidade”. Mas isso já virou história, depois de dez anos atuando como modelo, ela estourou de vez após participar de um desfile da Versace de Milão em 2020.  Nesta temporada da Paris Fashion Week, atraiu todos os olhares ao desfilar pela Balmain.

Jill Kortleve foi criada na Holanda e começou a trabalhar como modelo na agência The Movement Models. Ela ganhou notoriedade mundial em 2020, ao desfilar como top corpo livre na semana de moda de Nova York. Jill defende o corpo livre e não é do time das “barrigas negativas” que estamos acostumadas nas passarelas. Nessa temporada da Paris Fashion Week, ela foi uma das estrelas da Chanel.

Devyn Garcia tem raízes espanholas por parte do pai e estadunidenses por parte da mãe – que foi modelo durante 15 anos. Agora, a top acaba de arrasar nas passarelas de um dos maiores eventos da indústria da moda, desfilando um look assinado pela Chloé para a AZ Factory  marca Elbaz .


A modelo mais comentada foi a da  Moschino, que fez sua estreia no line-up da semana de moda de Nova York, com desfile no Bryant Park, e levou um casting diverso à passarela, incluindo a participação da modelo deficiente e transgênero Aaron Rose Philip

A modelo Aaron Rose Philip no desfile da Moschino (Foto: Reprodução/Instagram)

De olho no mercado milionário onde 52% das mulheres plus size tem dificuldade em encontrar roupas convidativas, que sirvam em seus corpos as deixando belas e confortáveis, além de estilosas, cabe aos designers lançarem um olhar mais atento e fashion desenvolvendo assim produtos que atendam as expectativas de um público cada vez mais exigente e carente de looks poderosos.

O mercado já percebeu isso e, por todos os lados, se vê movimentos para valorizar cada um dos biotipos. Sem estereótipos e livre de preconceitos, empresários da moda brasileira estão, aos poucos, notando essas mulheres reais, lindas e ávidas para consumir roupas modernas, algumas com muito seio ou ombros largos; outras donas de cinturas finas e quadril avantajado. Todas elas exibem belezas singulares e pedem roupas pensadas para vários tipos de corpo.


4 comentários

  1. Ótimo ver o que está ocorrendo, empoderando as mulheres como eu. Um dia entrei na loja da Savassi, pedi numeração maior e tudo só tinha até M. Eu disse que eles estavam perdendo um grande bicho de mercado e que roupas plus size , com cara de mulher velha já era! Se eles não mudassem , eles fechariam, porque o mercado é outro! A vendedora disse, ” você tem razão!”

  2. Ótimo , empoderando as mulheres como eu. Um dia entrei na loja da Savassi, pedi numeração maior e tudo só tinha até M. Eu disse que eles estavam perdendo um grande bicho de mercado e que roupas plus size , com cara de mulher velha já era! Se eles não mudassem , eles fechariam, porque o mercado é outro! A vendedora disse, ” você tem razão!”

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